Assim como deve acontecer em outras grandes cidades brasileiras, devemos sempre tomar muito cuidado ao pegar táxi. Mas aqui no Rio de Janeiro, pelo fato de eu viver aqui, eu vejo as coisas como mais críticas, pois infelizmente há muitos malandros que se aproveitam principalmente dos turistas e também há muitos táxis piratas.
É claro que não podemos generalizar, pois existem os taxistas bons e que exercem a sua profissão com dignidade e que devem ser valorizados, mas infelizmente há uma grande parcela de taxistas mal intencionados, querendo tirar vantagem de tudo e praticando atos contra os seus próprios clientes.
Sendo assim, depois de 11 anos morando no Rio de Janeiro e constantemente utilizando táxi, venho dar algumas dicas tanto para os que já moram aqui, quanto aos turistas que vierem conhecer a cidade.
Essas dicas valem para os táxis comuns, os famosos amarelinhos.
Dica 1 – Ao chegar na cidade
Nunca utilize os táxis que ficam na saída de aeroportos e rodoviárias. Geralmente eles utilizam valores pré-fixados, ou seja, não utilizam do taxímetro e os valores não são baixos, pois eles cobram a taxa da ida e da volta. É muito comum não aceitarem fazer a corrida usando o taxímetro.
Se for estrangeiro, tome mais cuidado ainda, pois eles cobram valores muito mais altos. Recentemente um amigo estrangeiro foi cobrado 100 euros do Aeroporto do Galeão até Copacabana.
Minha dica é ficar de olho e utilizar um táxi que esteja desembarcando passageiro, prestando atenção se o mesmo é de uma Cooperativa. (Veja a Dica 2)
Dica 2 – Utilize sempre taxi de cooperativa
Ao viajar para o Rio de Janeiro, tenha sempre no seu celular o número de telefone de algumas cooperativas sérias. Elas são mais confiáveis e caso não goste do serviço, você ainda pode fazer reclamações e as cooperativas sérias punem os taxistas retirando-os das ruas por um tempo ou expulsando-os.
Para fazer a reclamação, nunca esqueça de anotar o número da viatura. Esse número sempre deve estar no lado de fora do veículo (na parte traseira) ou no painel do carro, logo acima do porta-luvas.
Vale alertar que os táxis com adesivos de cooperativas transitando na rua também não garante que sejam legalizados. O melhor mesmo é ligar para uma e solicitar que enviem um táxi até o local.
Geralmente eu utilizo as seguintes cooperativas:
Centro:
Rádio Táxi 2000: (21) 3878-8880
Chile Táxi: (21) 2213-3074
Barra da Tijuca:
BarraTown: (21) 2426-0334
Barra Special: (21) 2444-9000
Barra Sul: (21) 2487-5173
Zona Norte:
CoopNorte: (21) 3899-6664
(Depois adicionarei mais telefones de cooperativas confiáveis)
Dica 3 – Sempre peça para utilizar taxímetro
Se o taxista disser um valor fixo para um destino, não acredite. Geralmente são sempre mais caros, principalmente se o destino for muito longe, pois sempre tentam embutir uma taxa de retorno sem lhe consultar.
Exija sempre utilizar o taxímetro. É o seu direito e é lei!
Dica 4 – Sempre fique de olho no taxímetro
Os valores em vigor desde o dia 03/03/10 são:
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Bandeirada: R$ 4,30
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Quilômetro rodado: R$ 1,40 (bandeira 1) e R$ 1,68 (bandeira 2)
Vale lembrar que outros fatores podem influenciar no valor final, como por exemplo o tempo parado, congestionamentos, etc.
Indico ficar olhando sempre para o taxímetro, pois infelizmente existem taxistas que instalam dispositivos que possam alterar os valores. Eu já entrei em um táxi que de R$ 26,00 pulou de uma só vez para R$ 38,00 e obviamente reclamei e na maior cara de pau o taxista disse que o taxímetro estava quebrado e que iria me cobrar o valor que eu já era acostumado a pagar nesse itinerário.
Um outro exemplo foi que do Aeroporto Tom Jobim (Galeão) até a minha residência na bandeira 2 dá sempre na média de R$ 76,00. Uma vez peguei um táxi cujo o taxímetro já marcava R$ 126,00 ainda muito distante do meu destino. Obviamente reclamei e como ando muito de táxi, tinha uns 6 recibos para comprovar e que pagaria aquele valor somente acompanhado da polícia. O taxista que não era bobo, aceitou o valor correto.
Dica 5 – Estude como chegar ao seu destino antes de pegar um táxi
Muitos taxistas utilizam os piores caminhos, geralmente mais distantes ou congestionados e sempre dando a desculpa de que utilizarão estes caminhos com o objetivo de fugir do trânsito, o que resultará em uma tarifa muito maior.
Portanto, sempre antes de pegar um táxi, estude um pouco como chegar ao seu destino utilizando alguns recursos disponíveis na Internet, como por exemplo o Google Maps, Apontador e outros. Perguntar para os seus amigos também lhe ajudará muito.
Ao entrar no táxi, mostre sempre que você conhece o local onde deseja ir. Diga ao taxista o seu destino de forma muito clara e de preferência, o caminho que você deseja fazer (por isso que vale estudar antes o seu destino). Ter pontos de referências também ajuda muito!
Exemplo:
Estando no Aeroporto – Desejo ir para o condomínio Novo Leblon na Barra da Tijuca. Fica próximo ao Info Barra e por favor, vá pela Linha Amarela e depois pela Av. Ayrton Senna.
Estando no Centro da Cidade indo para Copacabana – Desejo ir ao Hotel XPTO, que fica na Av. Atlântica, XXX. Fica próximo do Posto 5 e por favor, pode ir pelo Aterro do Flamengo.
Dica 6 – Exija sempre o recibo da corrida
Além de sempre exigir o recibo da corrida, verifique se o mesmo possui o nome da Cooperativa, pois recibo de táxi pode ser comprado em qualquer papelaria e caso precise de reembolso, será mais difícil de conseguir.
Esse recibo, apesar de não ter valor fiscal algum, ele vale para você poder reclamar para a cooperativa de táxi caso não concorde com o valor pago ou caso queira fazer alguma reclamação do atendimento do taxista.
Peça sempre para o taxista preencher o recibo completamente, colocando o nome dele, a placa do veículo, a data, o horário, o valor e principalmente assinar.
Esse recibo também é aceito pelas empresas caso esteja a trabalho e depois precise solicitar o reembolso dos valores gastos com transporte na cidade.
Um detalhe muito importante sobre o recibo, é que geralmente os taxistas não gostam de preencher todos os campos e muitos evitam principalmente a parte onde tem que colocar a placa. Exija o preenchimento completo do recibo, inclusive com o nome do taxista, placa, itinerário e o valor da corrida.
Dica 7 – Reclame sempre que não gostar do atendimento
Não há necessidade de realizar a reclamação diretamente ao taxista, pois se fizer isso, você o deixará estressado e o trabalho que já está ruim, ficará ainda pior.
Apenas anote o número do táxi, pegue o recibo (Dica 6) e em seguida ligue para a cooperativa para poder realizar a reclamação.
Reclamar adianta?
Sim! No caso de taxistas de cooperativas sim!
Uma vez conheci o diretor de uma cooperativa e ele me explicou que existem filas de taxistas que pagam caro por título de cooperativa. Sendo assim, eles podem expulsar os ruins e repor com facilidade. Isso é uma coisa que não funciona ao reclamar por exemplo de um motorista de ônibus, pois faltam motoristas no mercado de trabalho e as empresas os protegem por terem dificuldades de contratar novos motoristas para substituir os ruins.
Então, reclame sempre que tiver que reclamar, mas não esqueça do recibo para comprovar que você realmente utilizou aquele táxi!
Dica 8 – Passeio aos pontos turísticos
Se precisar de um taxi para passeio aos pontos turísticos, recomendo que fique o com mesmo taxi do início ao fim do passeio, apesar disso sair mais caro.
Geralmente os taxistas cobram R$ 18,00 por hora que ficar parado lhe aguardando, mas vale a pena, pois dessa forma você não precisará ficar solicitando um novo táxi todas as vezes que for sair de um ponto turístico.
Para não haver surpresas, recomendo que já deixe tudo negociado com o taxista, pois em alguns pontos turísticos, como por exemplo a subida ao Cristo Redentor, eles são autorizados pela cooperativa em cobrar uma taxa extra.
Dica 9 – Possua um celular com GPS
Os celulares se modernizaram muito e hoje há uma grande quantidade de celulares com GPS embutido e com preços acessíveis.
Somente o fato de você abrir o celular com o GPS ligado, os taxistas ficam atentos e procuram fazer o melhor trajeto, ou lhe questiona por onde deseja ir.
Hoje em dia, ter um celular com GPS é muito útil, principalmente para as pessoas que viajam muito.
Coisas que podem acontecer
Taxa por bagagem: É comum os taxistas não cobrarem taxa de bagagem, mas caso verifiquem que o passageiro possui muitas malas, provavelmente cobrará taxas extras de R$ 1,60 por volume.
Tabela de reajuste de tarifa: Essa tabela é muito polêmica e acho que essa prática deveria ser descontinuada pela prefeitura. Quando há aumento de tarifas, os taxistas utilizam essa tabela impressa em um papel, distribuída pela prefeitura, para reajustar os valores enquanto o taxímetro não for atualizado. Acontece que muitos taxistas atualizam seus taxímetros e ainda continuam utilizando esta tabela e infelizmente não temos como saber se estão agindo de má fé. Estou tentando descobrir como funciona isso e publicar alguma forma do passageiro se prevenir contra esses taxistas.
Falta de combustível: Segundo o que um diretor de cooperativa me informou, o taxista deverá anotar o valor que está no taxímetro ao entrar e ao sair do posto de combustível. O valor computado durante o abastecimento do veículo deverá ser descontado do valor final, ou seja, o passageiro não deve pagar o tempo que ficou parado do posto. Caso a falta de combustível aconteça no meio do caminho, o passageiro deverá pagar o valor que está no taxímetro, descontando apenas a bandeirada. Opcionalmente o passageiro poderá pedir para o taxista solicitar um novo taxi, com prioridade, através de seu rádio.
Problemas mecânicos: Assim como a falta de combustível, caso haja problemas mecânicos, o passageiro deverá pagar o valor do taxímetro, descontando apenas a bandeirada. Opcionalmente o passageiro poderá pedir para o taxista solicitar um novo táxi, com prioridade, através de seu rádio.
Essas dicas foram dadas para que você use o serviço de táxi no Rio de Janeiro com segurança. Caso tenha alguma outra dica, comente para que possamos incluir na listagem.



