Hoje o Brasil conheceu o seu novo presidente, que governará o país pelos próximos quatro anos e pela primeira vez na história, o país elegeu uma Presidente da República, a búlgara-descendente Dilma Rousseff.
Confesso que a Dilma não foi a minha opção de voto, mas desejo a ela e a toda sua equipe uma boa sorte e que ela consiga representar bem essa enorme nação de 190 milhões de habitantes e oitava maior economia do planeta.
Nessas eleições (e também nas passadas), somente uma coisa continua me chamando muita atenção, que é o poder de ser o favorito nas regiões norte e principalmente nordeste do país. Basicamente essas eleições foram definidas na região nordeste acompanhado pelos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Creio que assim como o Lula fez, a Dilma continuará fazendo e que talvez seja novamente o grande alvo de seus futuros adversários, que é o foco absoluto nessas regiões fortemente exploradas pelos políticos em todos os aspectos, principalmente na indústria da seca e a exploração da pobreza.
Não conheço quase nada da região norte, mas conheço muito bem o nordeste e sei que a região é muito rica e com potencial muito grande de desenvolvimento, principalmente na área turística e tecnologia da informação, mas infelizmente também possui a maior quantidade de pobreza e a pior distribuição de renda do país, o que é um prato cheio para a exploração política devido a grande quantidade de eleitores que agradecem através de seus votos o pouco que recebem para conseguirem viver através de programas sociais, que na verdade é uma transferência de renda, como por exemplo, o bolsa família.
Apesar dos programas sociais estarem presentes em todo Brasil, os maiores beneficiados estão no nordeste e norte do país e que de fato já ajudou muita gente que merece, mas ao mesmo tempo, muitos nem precisam ou ainda pessoas que possuem potencial para trabalhar, mas que devido aos baixos salários compensa muito mais obter a ajuda gratuita do governo sem precisar fazer esforços ou como forma de complementar suas rendas.
Esses tipos de programas é o que causa revolta no restante do país, até mesmo gerando preconceitos devido a diversos exemplos já publicados nos veículos de comunicação de como muitos abusam desse benefício. É o velho ditado usado por muitos, onde o governo deveria dar as ferramentas necessárias e ensinar a população a pescar, do que dar os peixes para eles.
Mas isso quer dizer que somente os pobres ou pessoas que se beneficiaram dos programas sociais votaram na Dilma? Obviamente que não!
Ainda voltando no caso do Nordeste, onde a vitória foi esmagadora, toda a sociedade viu com bons olhos os programas sociais e outras melhorias realizadas na região, onde de fato aumentou o poder aquisitivo da população transformando a região no segundo maior mercado consumidor do Brasil, ultrapassando a região Sul e perdendo apenas para o Sudeste.
Quase o mesmo caso no Rio de Janeiro, onde a união entre os governos (federal, estadual e municipal) mostraram para a população, principalmente as mais carentes, alguns bons benefícios fazendo com que uma boa parte do restante da sociedade também visse de forma positiva a continuidade do governo Lula através da Dilma Rousseff.
Já no caso de Minhas Gerais, não posso comentar nada, pois mal conheço o estado.

O mapa acima representa uma visão panorâmica da vitória dos candidatos por estado.
O mapa abaixo divulgado pelo Estadão, mostra os municípios onde cada candidato foi vitorioso.

As áreas mais escuras representam as localidades onde o candidato teve mais de 65% dos votos.
Mesmo com o mapa mais detalhado, ainda fica claro como o papel do Nordeste foi fundamental para a eleição de Dilma, ainda mais por se tratar do segundo maior colégio eleitoral do Brasil e ainda sim conseguindo a maioria dos votos em dois importantes estados da região Sudeste.
Veja abaixo a porcentagem de votos por estado:
| |
Jose Serra |
Dilma Roussef |
| Região Sul |
| Paraná |
55,94% |
44,56% |
| Rio Grande do Sul |
50,94% |
49,06% |
| Santa Cataria |
56,61% |
43,39% |
| Região Sudeste |
| Espírito Santo |
50,83% |
49,17% |
| Minas Gerais |
41,55% |
58,45% |
| Rio de Janeiro |
39,52% |
60,48% |
| São Paulo |
54,05% |
45,95% |
| Centro Oeste |
| Distrito Federal |
47,19% |
52,81% |
| Goiás |
50,75% |
49,25% |
| Mato Grosso |
51,11% |
48,89% |
| Mato Grosso do Sul |
55,13% |
44,87% |
| Norte |
| Acre |
69,68% |
30,32% |
| Amapá |
37,34% |
62,66% |
| Amazonas |
19,43% |
80,57% |
| Pará |
46,81% |
53,19% |
| Rondônia |
52,63% |
47,37% |
| Roraima |
66,56% |
33,44% |
| Tocantins |
41,12% |
58,88% |
| Nordeste |
| Alagoas |
46,37% |
53,63% |
| Bahia |
29,14% |
70,86% |
| Ceará |
22,65% |
77,35% |
| Maranhão |
20,91% |
79,09% |
| Paraíba |
38,45% |
61,55% |
| Pernambuco |
24,35% |
75,65% |
| Piauí |
30,02% |
69,98% |
| Rio Grande do Norte |
40,46% |
59,54% |
| Sergipe |
46,44% |
53,56% |
Uma coisa é certa. Se o Nordeste e Norte tiveram a preferência esmagadora para a Dilma Rousseff, isso mostra que o governo do Lula foi muito bom e teve uma boa aprovação por eles e nada mais justo do que o resultado nas urnas, pelo mais que muitas pessoas de outras regiões não concordem com a forma com que este resultado foi conseguido. Para as próximas eleições, os adversários deverão fazer ainda melhor para conquistar os votos nessas regiões.
Bem, resta agora torcer para que a nova Presidente tenha um bom governo, pois ela foi eleita democraticamente por nós brasileiros e temos que respeitar isso.
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