Identificação é a forma mais primitiva de ligação afetiva; é o processo psicológico pelo qual um indivíduo assimila um aspecto, uma propriedade, uma atitude, de outro e se transforma, total ou parcialmente, segundo o modelo dessa pessoa. É o processo de identificar algo, reconhecer um objeto como pertencente a uma categoria e é o ato pelo qual dois seres se tornam idênticos em pensamento ou de fato.
Identidade é o conjunto de caracteres próprios e exclusivos de uma pessoa; é uma experiência do self, relativamente duradoura mas não necessariamente estável, como uma entidade única e coerente através do tempo. É tanto na construção do eu, quanto na da identidade, que fica mais claro a necessária articulação dos dois objetos de estudo da Psicanálise: o do desenvolvimento psicosexual com o das relações objetais diádicas e triádicas, pois, embora restrito a um corpo, eu e identidade não são experiências biológicas, mas sim de significados, portanto frutos das relações objetais e inseridos na cultura.
A identidade não é uma experiência uniforme, e sim relacionada com uma série de sistemas de representações que, embora articulados, são distintos entre si, cada um destes sistemas correspondendo a um dos modos pelos quais o sujeito atrela-se ao universo cultural. Como exemplos destes sistemas de representações pode-se citar a identidade racial, a étnica, a religiosa, a profissional, a de classe, a política, etc, cada um com suas próprias regras que orientam o sujeito no cumprimento e julgamento do seu desempenho identificatório (representação de si mesmo relacionada com cada sistema identificatório). As possíveis incompatibilidades dentro de cada sistema ou entre diferentes sistemas é que geram os conflitos identificatórios (nos quais o indivíduo não consegue cumprir ou realizar as exigências da norma identificatória), geralmente expressos pelo sentimento de estar fora da norma, fora do normal ou anormal.
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